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sábado, 19 de dezembro de 2015

Quando se corre na sauna

Já faz algum tempo que não escrevia nada no blogue. Tal deveu-se ao pouco tempo disponível para tal. Para compensar hoje sai uma coisa mais composta.

Ora durante o último mês estive fora de Portugal, mas concretamente fui para o Brasil em trabalho (para o bronze?). A estadia foi maioriamente na zona do Rio de Janeiro.

Depois de quase 9 horas de viagem e de me ter instalado no Rio fui fazer um treininho para desentorpecer as pernas. As diferenças para aquilo que estava habituado em Portugal eram óbvias pelo menos 27 ou 28 ºC de temperatura e muita humidade.

A primeira semana custou. Por mais lento que fosse sentia sempre que ia a puxar demasiado. Após cada treino e até à hora do almoço beber cerca de 2.5 a 3 litros de água não era incomum. A parte boa é que também havia água de coco à disposição.

Na zona do Rio onde eu estava (próximo de Copacabana e Botafogo) havia sempre os caminhos para os ciclistas que davam imenso jeito numa cidade onde parecem não haver grandes regras de trânsito. No fundo limitei-me a explorar toda a zona costeira da região fazendo uso destas ciclovias.

Na segunda semana da minha estadia havia um feriado duplo que começava a uma quinta. Decidi que iria usar esses dias para conhecer alguma região diferente. Mas como escolher o sítio? Toca a ir à lista de corridas e ver qual a que fica numa região que valha a pena visitar! Ficou assim escolhida uma das estapas do Circuito Fluminense de Montanha na região de Paraty. Depois de cerca de 6 horas de viagem para cobrir os cerca de 160 km de distância cheguei à cidade.

No dia antes da prova achei por bem tentar descansar ao máximo e foi isso que fiz.

Descanso activo!
No dia da prova mais uma viagem de cerca de 1 hora pelos caminhos rurais para chegar ao início da mesma. Como os autocarros para o sítio eram poucos cheguei cerca de 3 horas antes da prova o que me deu para me inteirar sobre a a mesma.

Esta fazia parte de um conjunto de corrida de trail da região e que vai rodando por todo o estado do Rio de Janeiro. Tentei ir saber mais detalhes do percurso e foi quando me disseram que era das provas mais técnicas e que tinha 2 subidas muito duras.

"Muito técnicas? Deve ser parecido com as de Portugal!". O problema era que tinha chovido torrencialmente na manhã desse dia e nos dias anteriores, tanto que a povoação estava ainda sem luz. Comecei a ver que toda a gente ia artilhada com equipamentos e especialmente com ténis de trail e eu comecei a desconfiar que os meus de estrada se calhar não iam ser os mais indicados... Mas também já não havia nada a fazer.

O meu objectivo da prova era basicamente fazer um treino mais durinho. Devido às condições que encontrei no Brasil não me precocupei em fazer treinos muito específicos. Basicamente foi rolar à vontade e de vez em quando abrir um pouco a passada no final dos treinos. Coisa interessante era que nos treinos sempre que ia para ritmos próximos dos 4:00 estava quase sempre a morrer, onde tudo me doia e não sabia porquê.

Depois de um mini-aquecimento começou a prova que continha 3 dentro de si: uma com 8 km, outra com 16 e outra com 24 km. A malta dos 8 arrancou forte e começou a esticar o pelotão. Dei por mim a seguir com eles sem problemas, até à zona onde eles seguiam por outro caminho.

Aí, mantive-me no grupo da frente e começaram as primeiras variações de terreno, mas até aí tudo fácil porque estavamos em terra batida. Ao fim de cerca de 5 km começamos a viragem para a entrada na mata Atlântica.

Aí sim, começou a doer. Cerca de 1 km de subida com inclinação média superior a 30%. Acho que corri uns 2 passos e acabou. Não dava. Além disso começou o meu outro problema a falta de aderência dos ténis ao terrenos. Depois de uns longos 12 minutos para fazer a subida chegámos a terreno mais fácil. E uma coisa me ficou a soar nos ouvidos que me disse um dos atletas que estava comigo na subida "Moço, você na descida vai-se ferrar".

Não tardou muito para ver ao que ele se referia. Depois de na parte menos técnica ter recuperado a distância que perdia na subida vieram a parte das descidas técnicas. E se quando são descidas fáceis já tenho pouco jeito, quando estas são a pique, com pedregulhos ou troncos no meio e ainda com a lama toda tipo barro lá metida não ia certamente ajuda.

Enquanto tive gente perto de mim não perdi muito tempo. Basicamente foi confiar no percurso que eles estavam a fazer e esperar que fosse correr bem. Mas de cada vez que fica no limbo entre ir com a boca ou chão ou sair do trilho e ir ribanceira abaixo perdia distância e confiança.

Assim foram cerca de 2 a 3 km, sempre com muito menos e com uma brutal inaptidão para o tipo de percurso. Na parte final desta secção, aconteceu o que eu esperava: queda. Quando estava a ir mais solto, acho que me entusiasmei um pouco e lá fui eu a deslizar uns bons 3/4 metros pelo chão. Garrafa de água perdida, mas não esperei. Levantei-me o mais depressa possível e continuei a correr para ver se a dor da queda não se manisfestava e isso acabou por ser um boa decisão.

Daí em diante foi tentar ao máximo recuperar o muito tempo perdido na descidas e a verdade é que até o consegui fazer. A sorte foi que deixou de haver tantas zonas com descidas técnicas pois o percurso era mais a subir. No entanto, sempre que essa subida era mais complicada lá ia eu a passo de caracol para não me espalhar novamente.

Antes da última subida grande do dia, via novamente o caso mais parado. Tínhamos de passar por um pedra a 45º bem lisa e com água a correr por cima dela. Lembro-me de pensar algo do género "Aquilo pode ser perigoso". Depois de metade da pedra já ter sido passada, o pé escorrega-me e fico agarrado só com as mão ao topo da mesma e com os pés a tentar puxar-me para cima. Não foi bonito mas acabei por me conseguir içar. Nem cerca de 30 segundos de eu ter saído daquela posição já lá estava outro desgraçado em igual figura. Penso que tal se deveu à muita chuva que cai fazendo transbordar o riacho naquela zona e que a organização não esperaria tal coisa.

Uma das partes boas desta prova é que nos permitiam passar po praias inacessíveis a não ser de barco, em zonas de uma tranquilidade tal que não havia onde e onde apenas se escutavam os animais da floresta. Valeu muito a pena por isso.

Quando faltavam cerca de 2 km para o final última subida do dia: novamente cerca de 1 km com inclinação médica de 30 a 35%. Aqui também não foi bonito. Tive a sorte de apanhar um atleta que fez o favor de indicar o melhor caminho na subida e novamente foram cerca de 12 minutos até acabar esse km.

Ora e se era 1 km a subir, faltava 1 km para terminar e aí era a mesma inclinação da subida, mas negativa. E aqui a minha táctica foi simples: ir a correr ribanceira abaixo até chegar a um árvore e agarrar-me a ela. Nada mais que isso. O problema é quando não haviam árvores grandes e me agarrava a um tronco que estava podre...

Foram outros 12 (!) minutos para fazer uma descida que num dia normal era para fazer em 1/4 do tempo! Mas se querem ver o meu jeito a descer basta atentar para a fotos abaixo relativas à descida final.
 


Todo um jeito a descer (foto de Corridas de Montanha)
E pronto, no final deu um 10º lugar da geral e um 1º do escalão. Não fossem outras condicionates (principalmente falta de ténis adequados a este tipo de provas) e teria lutado pela geral até ao fim como me disseram no final da prova.

1º lugar do escalão 
Depois foi regressar à civilização e continuar a treinar debaixo do calor abrasador do Rio. No final deu cerca de 3 a 4 kg perdidos (sendo que já estou no processo de os recuperar) e uma nova tonalidade de pele.

Agora em Portugal está este calor esquisito e água da torneira gela-me as mãos.

Amanhã farei a minha 1ª prova de estrada da época. Será para aferir o meu estado principalmente, pois ainda não comecei a fazer outra coisa que não treinos de corrida contínua.

Até à próxima, bons treinos e melhores corridas!

João

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

De volta! I Trail de Bellas

Pois é andei uns meses aqui afastado do blog, tal deveu-se à ocorrência de uma lesão durante as férias. Numa altura que andava a treinar muito bem e que parecia uma cabra (para não dizer uma asneira) a subir e a descer a Serra da Estrela uma rutura muscular obrigou-me a parar.

Resultado foram quase 2 meses parado e a fazer fisioterapia. Depois foi recomeçar a correr muito devagar (ainda agora não tem sido rápido) pois andava sempre com medo...

Ora os treinar têm servido para me ambientar novamente ao esforço físico o que de início não foi fácil. Lembro-me que na primeira semana fazer uma subida de 30 metros poucos inclinada e a ritmo de passeio acaba quase sem respirar... Mas isso foi passando e com o tempo tenho andando a fazer gradualmente ritmos mais rápidos.

Com base nesta nova preparação decidi acompanhar o meu pai (para me obrigar a andar devagar) a uma prova de trail que ele ia fazer, o I Trail de Bellas. O objectivo era andar sempre ao pé dele e nunca forçar pois estes percurso são sempre muito inclinados e neste momento é preciso ter calma.

Chegamos à partida e dão-me um dorsal. Ora eu que ia só para treinar (sem dorsal nem nada) comecei a ver que com aquele papel na mão podia ocorrer algo diferente, mas eu queria tentar manter-me sempre junto do velhote.

Ora dorsal na mão e toca a olhar para o mesmo e reparo 10 km+. E disse à malta que estava comigo: "mas vocês disseram que isto eram só 10 km e eu acho que tem mais" e pronto caiu-lhes a ficha e aí é que se aperceberam que afinal a prova tinha algo com 13.5 ou 14 km de extensão. Torci o nariz e ponderei não arrancar pois não queria fazer tanto kms, mas lá me fui dirigindo para a partida e fazer um ligeiro aquecimento.

Partida dada e arranco ao lado do meu pai, Até aqui tudo bem. 100 metros mais à frente começa a subir e eu olho para o lado e para trás e já não vejo o velhote em lado nenhum. Acabei a subida dei por mim nos 10 da frente. ""Humm, humm", pensei eu "isto não pode ser assim". O problema é que na realidade ia a andar devagar e estava a subir muito solto. Ao fim do 1º km decidi que ia aproveitar para deixar o corpo levar onde se pudesse.

Depois de mais um bocado às curvas no meio do matagal começamos a fazer descidas um pouco mais técnica e que tinha o piso muito molhado. Em terreno seco descer já é o cabo dos trabalhos para mim então assim pior era. Era agarrar-me a todas as árvores no caminho e esperar que elas aguentassem.
É só jeitinho! (Foto de Paulo Sezílio)
Depois de se fazer a separação entre as provas de 10+ e os 25+ km começaram os problemas. Ia eu a puxar pelo meu grupo quando dou por mim a chegar a um sítio por onde já tínhamos passado. Bolas! O grupo discutiu ali um bocado "estamos bem!", "falhámos lá atrás!", etc e decidimos regressar pelo que caminho que tínhamos feito. A olhar com mais atenção lá vimos uma sinalização escondida a descer e siga carregar para baixo.

Aqui foi altura de dizer muitas coisas feias pois as descidas eram muito íngrimes a lama não ajuda. Nem travar tentei era só o pé bater no chão e recolher. Descida feita e longa recta no meio do mato abrir a passada para recuperar os cerca de 3 minutos perdidos anteriormente.

Acabei por ficar sozinho pois nas subidas estava a sair bem e não tinha ninguém para me acompanhar. Nas descidas era tentar perder o menos possível se bem que só com alguém à minha frente a abrir caminho é que as coisas corriam mais ou menos de jeito.

No meio de um sobe e desce constante torno novamente a ficar à frente de um grupo. Esse avanço acabou por ser perdido numa das descidas mais técnicas (e perigosas) da prova. Basicamente tive de sentar o rabo no chão só para garantir que aquilo não saia mal. Acabada essa parte torno a liderar o grupo e novo engano! Fomos dar a uma estrada que por não ter o trânsito cortado indicava que estávamos no caminho errado. Meia volta e todos os que vinham atrás viraram também, logo fiquei eu na cauda do grupo e a ter de recuperar tempo e distância preciosos. Nesta altura estávamos com cerca de 12 km de prova (teóricos) e as já davam sinal de algum cansaço.

Depois de fazer nova recuperação para a frente do grupo foi altura de atacar o muro do dia: mãos e jolhos no chão e siga trepar aquilo. Foi giro, pena os 2 kg de terra que vieram agarrados aos ténis após isso.

Bastava agora um esforço final em estrada e descer na direção da meta. Essa descida era feita no meio de mata rasteira o que deu para fazer uns quantos cortes nas pernas. Meta à vista e prova terminada. No final acabei em 10º lugar e com cerca de 1 km a mais feito (e cerca de 6 minutos de tempo perdido com os enganos).

Fim da prova (Foto Runners Dream Moments)
Foi bom, giro e diverti-me. A prova era dura qb e a zona um espectáculo.

Agora siga continuar a treinar!

Até à próxima, bons treinos e melhores corridas! :)

domingo, 9 de agosto de 2015

Faz hoje um ano!

Em que me meti na minha maior aventura desportiva: ENDURrun 2014! Foi uma semana bem dura mas que no final me permitiu ser "One Tough Runner"

E hoje começou a edição de 2015 e pelos vistos vai ser novamente muito renhido.

Aqui ficam as recordações:

Preparação para a prova

Etapa 1 - Meia-maratona

Etapa 2 - Contra-relógio 15 km

Etapa 3 - Corta-mato 30 km

Etapa 4 - 10 milhas sobe e desce

Etapa 5 - 25.6 km corta-mato de montanha

Etapa 6 - Contra-relógio 10 km

Etapa 7 - Maratona

O resumo da prova

Galeria fotográfica

E pronto foi muito isto.

Pode ser que um dia se torne a repetir!

Boas férias e bons treinos!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

II Milha Urbana da Abrunheira

Depois do muito cansaço acumulado nas últimas duas semanas com claro decréscimo no rendimento evidenciado nas provas em que participei, a semana que passou foi literamente de recuperação dos indíces físicos para o que falta da época.

E nada melhor que ver o efeito dessa semana de recuperação numa prova rápido como é o caso da milha, apesar de estar longe de ser a minha preferida.

Depois de um aquecimento da companhia do meu púpilo Jota Jota fomos fazer o reconhecimento do percurso. Apesar de não ter subidas muito acentuadas a primeira metade era feita ligeiramente a subir e no domingo estava a soprar um vento muito forte de frente até ao retorno para a meta.

A estratégia passaria por ir o mais abrigado possível até à viragem e depois era ver o que havia para dar.

Depois de estarmos na meta era altura de dar corda ao pedal. Tiro de partida dado e início muito forte da prova logo de início. Os primeiros 200 metros foram quase em sprint até o grupo da frente estabilizar para velocidades mais decentes para este tipo de prova.

Aproveitando o comboio fui-me ganhando algumas posições até à altura do retorno à meta onde deixava de se sentir o vento. Depois de ter sido lançado durante 1 km pelo Jota forcei um pouco mais o andamento para o que restava da prova e estava em discussão para fazer top 4 na prova.
Início da prova (Foto de Montes Saloios)
Nos últimos 200 metros já não sabia se me doia mais as pernas, se os braços ou os pulmões, mas foi cerrar os dentes e continuar a sofrer.

Nos últimos 50 metros acabaram por se definir as posições finais onde a minha falta de ponta final fez a diferença.

Terminei a prova em 7º lugar com um tempo de 4:55, sendo que nesta prova o nível subiu mais que o habitual.

Estou satisfeito por ver que depois de 2 semanas más em termos de prova o corpo finalmente respondeu melhor :)

E agora estão aí a chegar as férias...
Parecia que andei nas drogas (Foto de Armindo Santos)
Até ao próximo post, bons treinos e melhores corridas!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Da Estrada à Pista + V Trilho dos Dinossauros

Depois de uma semana ainda a ressacar da má prova na corrida das Fogueiras era mais um fim de semana com duas provas.

Tendo em conta o cansaço apresentado não era de todo aconselhável fazer ambas as provas, mas o bichinho foi mais forte e depois as pernas e o corpo é que pagam.

No sábado havia a prova da Estrada à Pista na Pista Moniz Pereira com uma distância de 5 km. Apesar da prova ser apenas às 19 horas ainda estava bastante a que juntava o muito vento que se sente sempre naquela zona.

Aquecimento feito e pronto para a partida com o objectivo de fazer recorde pessoal à distância. Primeiras voltas feitas dentro do ritmo pretendido e solto de pernas. Como estava com um atleta ao pé de mim íamos passando a frente um do outro a cada volta. Um pouco antes dos 3 km junta-se outra atleta e nós e pouco depois na recta onde tínhamos vento de frente cedi um pouco de espaço e acabou-se aí a corrida. Daí para a frente foi penoso especialmente na zona do vento contra.

Apesar de ir ultrapassando outros atletas numa mais consegui recolar aos outros 2 atletas e fui-me afastado do tempo pretendido.

No final um tempo de 18:27, assim para o fraco, que me deu um 4º lugar na prova, perdendo o 3º lugar para um dos 2 atletas que me acompanharam durante a pova.

Chegada à meta (Foto de Xistarca)
No dia seguinte foi dia de ir fazer o V Trilho dos Dinossauros, que é a prova onde fiz o meu primeiro de pódio de sempre. No entanto, esta é uma das corridas mais duras dado o muito acentuado sobe e desce ao longo de toda a prova e o muito vento que se faz sentir em grande parte da mesma.

Depois do aquecimento feito para tentar soltar um poucos as pernas lá fui para a partida que estava colocada de modo a termos de começar logo a trepar assim que arrancássemos.

Dado o tiro de partida logo deu para ver não ia ser dia para grandes aventuras que o corpo não ia deixar. Até aos 4 km foi a sofrer muito quer pelo cansaço, quer pelas subidas, quer pelo muito vento contra. Na viragem até à meta já foi mais aceitável apesar do ritmo imposto ser de treino rápido pela dureza da prova.
No início da prova (Foto de Luís Clara Duarte)
Na última subida da prova foi o tempo todo a convencer-me que não podia ir a andar, apesar de ter negociado comigo várias vezes um compromisso do tipo "andar 30 segundos e correr outros 30", mas acabou por ser sempre a trepar por ali acima e não tardava muito estava descer para a meta.
A caminho da meta (Foto de Luís Clara Duarte)
No final os 8 km de prova foram realizados em 33:09 dando para ser 7º classificado.

E agora esta semana vai ser basicamente de recuperação para ter ainda parte física decente para o que falta da temporada. Já tenho idade para ter juízo e não em andar a meter a fazer estas maluqueiras!

Até à próxima, bons treinos e  melhores corridas! :)

domingo, 5 de julho de 2015

Corrida das Fogueiras

Novamente com atraso aqui vai um breve resumo do que se passou no passado Sábado em Peniche.

Aproveitando o facto da corrida ser à noite foi dia de fazer passeio em família ao longo da linha costeira com tempo para apreciar as paisagem com que nos deparávamos.

Algures à beira-mar 
Depois de chegarmos a Peniche fomos comprar alguma comida para assar após a prova e com calma fomos buscar os dorsais e começar a preparar. Já na companhia do meu pupilo Jota Jota fomos para a partida de modo a fazermos um aquecimento antes da prova.

O velho e os putos!

Miminhos antes de começar

Depois de estarmos no local da partida do ano passado começámos a estranhar não estar lá quase ninguém quando falta meia hora para o início da prova. Assim que iniciámos o aquecimento logo vimos a multidão de gente que ia participar e lá fomos para o bloco de partida que nos foi atribuído (sub 4:00) o que tem a boa ideia de exigir comprovativos de marcas para não haver tempos inventados na altura da inscrição.

Dada a partida siga atrás do comboio a ritmo decente até à primeira viragem de percurso onde estava muito vento contra. Aproveitando a boleia de alguns atletas para ir ganhando posições fiz a passagem aos 5 km em cerca de 18:30 confortável, o que apesar se não ser muito rápido não era muito mau tendo em conta o muito vento naquele segmento.

Cerca de 1-2 km à frente começou o terror que mencionei aqui anteriormente. Quebra de energia muito acentuada e sem qualquer capacidade para sequer seguir no ritmo da malta que ia passando por mim. Tudo isso foi ainda pior por ter na ideia que a prova era quase sempre plana o que depois me vim a aperceber que não era bem o caso. Ai esta memória!

Até aos cerca de 11 km andei ali a ver se conseguia encontrar um ritmo que desse para minimizar ao máximo o que estava a acontecer. Depois de ter metido ritmo de treino rápido consegui ir recuperando algumas posições até ao final mas foi muito sofrível até ao fim da prova.

No final tempo de 58:06 acabando nos 100 primeiros classificados e com a certeza que entre a altura que quebrei o o fim houve mais de 50 atletas que me passaram.

Razões para esta quebra podem estar relacionado com algo que comi antes da prova uma vez que após a mesma passei mal do estômago. Além disso o treino específico de séries em que nos temos focado agora tem sido para provas muito mais curtas do que esta o que também não ajuda muito.

Ainda assim, continuo a gostar imenso desta prova especialmente pelo incrível apoio das gentes de Peniche que se fartam de puxar pelo atletas ao longo de todo o percurso. Na minha opinião só igualdades pelos amadorenses que vão apoiar na São Silvestre da Amadora.

Para o ano lá terei de voltar a esta prova para me vingar :)

Até ao próximo post, bons treinos e melhores corridas!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

1500 metros pista + Grande Prémio de Casal de Cambra

Este post já vem com uma semana de atraso, mas não deu para o colocar online mais cedo.

Pois, é no passado fim de semana de 20 e 21 de Junho foi dia de jornada dupla. No sábado eram os 1500 metros em pista com objectivo de bater o recorde pessoal e no domingo era dia de fazer o Grande Prémio de Casal de Cambra.

E para resumir este fim de semana desportivo uma palavra basta: agridoce. Mas já lá vamos.

Ora no sábado havia prova de 1500 metros no Seixal como parte do troféu da região e o objectivo era fazer a prova para bater o recorde pessoal à distância correndo pela equipa A Natureza Ensina.

Chegando à pista debaixo de um calor arrasador (acima dos 30º) fui aquecer com o Pedro Barata da equipa e lá fomos para a partida.

Não sabia bem como ia ser o nível da prova e a minha esperança era que houvesse um comboio durante parte da prova que me levasse a fazer um tempo decente. Ora dada a partida vi logo que nada disso ia acontecer: 2 atletas esticaram, assim como o Pedro e fiquei durante uma volta a tentar colar ao Pedro.
1ª volta: A tentar colar ao Pedro (Foto de Sofia Bastos)
Depois de finalmente me conseguir juntar a ele, sabia que um lugar no pódio iria ser discutido entre eu e ele pois a distância tanto para a frente como para trás era já considerável. Por outro lado o objectivo do dia era a marca em si, pelo que à entrada para as 2 últimas volta passei para a frente na esperança que conseguisse abrir alguma distância para o Pedro.

Corrida sincronizada? (Foto de Sofia Bastos)
Nada disso, passámos colados à entrada para a última volta e nos últimos 200 metros tentei forçar mais um bocadinho e o Pedro respondeu. Na recta da meta foi vê-lo a passar por mim tipo flecha e eu sem hipótese de responder.

Faltou um bocadinho assim! (Foto de Ana Paulico)
No final foi um 4º lugar com o tempo de 4:46 baixando cerca de 15'' ao tempo anterior de referência. Por um lado tem a parte boa de ter baixado o tempo, por outro tem a parte má de não ter havido comboio e ter eu andado a puxar grande parte da prova o que provoca sempre maior desgaste, além do 4º lugar sem sempre assim um lugar manhoso.

Para recordação fica o vídeo da prova:


No dia seguinte foi dia de enfrente a muito duro corrida de Casal de Cambra novamente com muito calor.

Depois de fazer o aquecimento com o meu pupilo Jota Jota fomos para a partida à espera que fosse dada a ordem de partida o que ocorreu com atraso. Esta é daquelas provas que é durinha até não poder mais.

Logo após a partida toca a trepar 500 metros e daí para a frente é um sobe e desce constante com uma ou outra parte plana pelo meio.

Depois do pelotão andar um pouco esticado assim que acabou a primeira subida vi-me próximo do Jota (cerca de 10 metros de distância, mais coisa menos coisa) durante quase toda a prova sabendo que estávamos em 4º e 5º, respectivamente.

Na entrada para a subida mais dura do dia foi quando passei pior como se vê pela cara de esforço aqui em baixo.

Sofre, sofre (Foto de Luís Clara Duarte)
Sofre um bocadinho menos agora (Foto de Armindo Santos)
No entanto, assim que entrei na parte de plano comecei a sentir melhores sensações. Mais um bocadinho de sobe e desce e a 2 km dos fim vejo que o 3º classificado começa a quebrar e faço um esforço para diminuir a distância o que veio a acontecer acabando por colar ao Jota e indo os dois a puxar alternadamente.

Com 1 km para o fim e cada vez mais perto do 3º classificado vemos um senhor (da organização) a que nos manda para um rua e nós seguimos, qual não é o nosso espanto como ao virarmos para a estrada principal começamos a ver montes de malta a passar.

Tal até nem podia ser muito estranho, caso não fossemos ter olhado para trás antes e sabermos que tínhamos cerca de 300 metros de vantagem para quem nos seguia.

Depois de dizer uma asneiradas e de vermos quem nos tinha passado rapidamente compreendemos que chegar ao pódio já não dava e lá fomos a andar bem mas mais lento até à meta. No final vimos que fizemos cerca de 400 metros a mais que outros atletas que nos passaram à frente.

"Aquela molhada toda passou-nos à frente!" (Foto de Armindo Santos)
No final deu um 6º lugar que na verdade seria um 4º e eventualmente 3º pois da maneira que íamos a puxar antes de vermos o que tinha acontecido estávamos muito próximos do 3º classificado do dia.

E pronto, penso que agora compreendem o porquê de ter sido um fim de semana agridoce.

Agora que venha daí o post sobre o terror que foi a corrida das Fogueiras!

Até lá, bons treinos e melhores corridas :)