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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

RememberRun 8 km - Porque recordar também é viver

Tal como o nome indica esta era uma prova para recordar. Neste caso os combatentes participaram nas Guerras pelo Canadá.

Num dia que começou naturalmente frio apanhei boleia de uma portuguesa que vive perto de mim (Natalie) e lá fomos para a prova em amena cavaqueira na nossa língua materna.

Depois de um aquecimento e de fazer alguns exercícios de técnica de corrida fui para a linha de partida onde iriam ter início as cerimónias que marcavam este dia. Após ter sido cantado o hino e de um responsável pela organização ter feito um pequeno discurso sobre o significado daquele dia estava tudo pronto para começar mais uma prova.

Tal como habitualmente havia 2 provas distintas a decorrer em simultâneo: 5 e 8 km. Os percursos eram semelhantes até ao quilómetro 3.5 e depois cada prova seguia em caminhos diferentes. No percurso dos 8 km (aquele que eu fiz) tínhamos cerca de 6 a 6.5 km em alcatrão num percurso não muito sinuoso e cerca de 1.5 km em corta-mato.

Nesta prova além dos habituais atletas de pelotão havia 2 estrelas que se decidiram juntar à festa: 2 atletas olímpicos pelo Canadá (um homem e uma mulher). Só por aí já se sabia como iria acabar a corrida e a questão era ver quem perdia menos tempo para eles :)

Imediatamente antes de se dar o tiro de partida calhou de passar um comboio de mercadorias exactamente onde a prova ia passar. Então lá estivemos cerca de 3 minutos a olhar para um comboio que nunca mais acabava à espera que tivessemos o caminho desimpedido.

Assim que foi dado o tiro de partida os atletas mais rápidos dos 5 km foram para a frente. A minha estratégia para este dia passava por fazer um treino a um ritmo forte do início ao fim pelo que tentei sempre meter o pé no acelerador.

Após o 1º km tinha comigo outros 3 atletas, sendo que 2 deles já eram meus conhecidos - o Nick que veio sempre comigo na Oktoberfest e a Erin que nessa prova também se aguentou até cerca dos 8 km. Como o meu objectivo era tentar forçar o andamento o mais que podia após o 1º km fui para a frente do grupo e à entrada para o 2º km tentei dar um puxão para ver se eles conseguiam seguir comigo ou não. Como não descolaram lá fomos todos por ali fora.
Já a liderar o grupo onde me encontrava.
Entretanto não sabia bem em que posição me encontrava pois não sabia quem é que estava a correr os 5 ou os 8 km. No entanto, a atleta olímpica estava no meu campo de visão o que nem era muito mau.

Aos 3.3 km houve a separação das corridas e foi aí que se começou a fazer uma das parte do corta-mato. A chuva que caiu na noite anterior tornou o chão muito instável e foi uma luta para não cair ou tropeçar nessa zona. O resultado foi que o ritmo baixou um pouco e ainda consegui pontapear-me uns quantas vezes por perdas momentâneas de equilíbrio.

Após sairmos dessa secção ainda continuávamos todos juntos comigo a liderar o grupo.
Após cerca de metade da prova concluída.
À entrada para o 6º km e aproveitando uma ligeira subida aproveitei para tentar distanciar-me do grupo onde estava pois não queria ter outra vez a surpresa de estar a prova toda a puxar por alguém e depois perder posições por causa disso.
Altura do ataque perto dos 6 km.
Foi uma boa decisão pois ninguém conseguiu responder e deu para eu sair por ali fora. Nesta altura já não vinha ninguém à minha frente a não ser os atletas dos 5 km que estavam a ser dobrados, mas sabia que tinha atletas com avanço sobre mim.

No último km, sem saber se tinha alguém perto de mim ou não, nova mudança de ritmo para manter-me fiel ao plano traçado para este dia. A meta estava à vista e desta vez não me ia deixar ser ultrapassado no final!
Uff! Mais uma prova de preparação bem sucedida.
Acabei os 8 km da prova em 29:30 o que dá um ritmo de 3:40 / km. Tendo em conta a zona de corta-mato que apanhámos e o percurso que era dou-me por satisfeito com este resultado. Mais detalhes da prova podem ser consultados no Garmin ou no Strava.

Em termos de classificação acabei por ficar em 4º da geral e em 1º do escalão, o que deu direito a mais uma medalha para juntar à colecção canadiana :)
Naturalmente que a prova foi ganha pelos atletas olímpicos sendo que em masculinos tirou 4 minutos ao recorde da prova e em femininos 3 minutos. Outros andamentos portanto!
Mais uma medalha e esta é daquelas bem engraçadas!
Após a prova foi tempo de fazer uma massagem de comer para recuperar as forças. Foi bom conviver mais uma vez com parte dos atletas que fizeram comigo a ENDURrun os quais fazem sempre uma festa quando se reúnem.

Esta semana começa nova fase dos treinos com introdução de treinos intervalados e de rampas. Em princípio farei mais 2 provas aqui antes de regressar a Portugal, sendo que numa delas pretendo usá-la como verdadeiro teste à minha forma após cerca 3 meses de treinos.

Até lá deverei fazer um post sobre os treinos ao frio que vou fazendo aqui, pois as temperaturas negativas já se sentem e penso que será giro escrever sobre isso.

Até lá, bons treinos e melhores corridas.

João


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Horror Hill Trail Run 25 km - Uma vitória saborosa :)

Um treino longo e com um ritmo mais ou menos forte. Era esse o meu objectivo para este último Sábado, naquele que deverá o meu treino mais longo até ao fim do ano.

A primeira coisa a salientar é que pensava que a prova era no domingo e o plano de treinos para esta semana foi feito nessa perspectiva. Quando descobri que afinal era um dia antes do previsto, lá teve de ser mas não houve nenhuma alteração no plano inicial pois o objectivo era fazer mais uma prova de preparação.

O dia começou fresquinho, não tanto como, já tem sido hábito, mas ainda assim fresco. Às 7 e 45 da manhã estava a apanhar boleia para a prova pois o autocarro que passava mais perto do local da partida ficava a cerca de 4.5 km.

Depois de me equipar e fazer um ligeiro aquecimento para conhecer o percurso desloquei-me para a partida da prova.

Os 25 km iriam ser percorridos em 10 voltas, num percurso com uma extensão de 2.5 km. Quanto ao perfil da volta esta consistia numa seção inicial com descida ligeira até darmos a volta a um pequeno lago. Depois surgiu uma “parede” com cerca de 20 metros que fazia perder o embalo com que se vinha. Depois dessa “parede” mais umas subidas durantes não muito acentuadas até à placa de 1 km. A partir daí e até ao fim da volta era um sobe e desce constante, mas sem enormes variações de altimetria.

O percurso era bastante giro pois estamos no Outono e as folhas das árvores cobrem todo o trilho. Isso obriga a uma atenção redobrada de modo a ver onde colocam os pés para evitar surpresas com os troncos e pedras escondidos.
Um pouco do tipo de ambiente que nos rodeava.
Neste dia ocorriam 5 provas em simultâneo: 5, 10, 25 km e ainda 3 e 6 horas a correr. Apenas conhecia 2 dos atletas ali presentes e que iriam competir (ou pensava eu) directamente comigo.
Após o tiro de partida 3 atletas foram para a frente da prova e eu fiquei um pouco atrás a ver no que isto ia dar. Pensava que os 3 estavam a competir directamente comigo nos 25 km e pelo ritmo que estavam a impor decidi não acompanhar logo para não me dar o abafo demasiado cedo.
Início da prova.
Na 2ª volta comecei a ver que a tal parede não estava a ser muito fácil de passar para os atletas da frente e nessa seção até à marca do 1º km apertei um bocado o ritmo para me chegar mais à frente. Nessa altura subi a 3º da geral. No fim da 2ª volta vi o primeiro atleta a encostar na meta: a prova dele era de apenas 5 km! Bem, assim passei a 2º da geral com cerca de 10/20 metros de diferença para o primeiro classificado. Novamente na zona da parede novo ataque e passei directo para a frente para não correr o risco de lhe dar boleia por ali acima. Vi que ele não conseguiu acompanhar e então forcei mais um pouco para aumentar a distância que no separava.

Nesta altura já estava a ultrapassar muitos atletas que estavam nas restantes provas o que implicava m atenção redobrada a onde colocar os pés durante a prova. 
Já na frente da prova.
As restantes 2 voltas não tiveram grande história indo sempre eu na frente sozinho. À passagem para a 5ª volta, vi que o atleta que eu tinha passado na 3ª volta também já tinha encostado, ou seja, a prova dele era a de 10 km! Pensei se não teria forçado o ritmo demasiado cedo na prova, mas depois convenci-me que me tinha de aguentar à bomboca por ter arriscado tão cedo na prova.
Já me estava a dar o calor então os apetrechos para o frio tiveram de sair.
Uma das coisas boas deste percurso é que na passagem do lago dava para ver quem vinha atrás pois era um ponto de cruzamento de percursos. E já tinha reparado que o Dave (o único atleta que conhecia de outras corridas) estava com cerca de 150/200 metros de atraso para mim e que tinha sempre a companhia de outro atleta (Neil). O meu objectivo passava por a cada volta tentar, no mínimo, manter essa distância naquele ponto.

A cada volta que fazia e consequentemente a cada “parede” que transpunha as pernas iam ficando cada vez mais pesada e as transições para as zonas de plano já não saíam tão naturalmente. Foi altura de cerrar os punhos e carregar comigo por ali acima sempre que o corpo ficava mais pesado. Nas voltas 6, 7 e 8 a distância entre mim e o Mark continuava bastante constante e eu achava que se não estava fácil para mim então também não devia estar para eles.
Entrada para a 7ª (?) volta.
Foi com o pensamento de vitória na cabeça que fiz as últimas duas voltas. Só pensava coisas do tipo: “depois de estar na liderança tanto tempo não ia ser agora que vais ficar para trás” ou “se acordas todos os dias às 5:30 para treinar é bom que hoje vás buscar os frutos desse trabalho”. Bem pensado e melhor feito, na última passagem pelo lago vi que a distância continuava a mesma e senti que iria ganhar a prova. Os últimos 200 metros foram a sorrir para a foto na linha de chegada :)

Acabei a prova com um tempo final de 1:48:22, o que perfaz um ritmo de 4:21 no total dos 25 km. Na verdade o Garmin apenas marcou 23.90 km, mas quando fui fazer a minha voltinha ao percurso para fazer recuperação activa tive a marcação de 2.5 km da volta, por isso o problema era as muitas curvas e a vegetação que ainda restava.
Fim de mais uma prova e com uma vitória saborosa.
Entre a volta mais lenta e mais rápida foram cerca de 30 segundos de diferença o que indica um ritmo algo certinho do princípio ao fim. Mais detalhes da prova podem ser visto no Garmin ou Strava.

Seguiu-se depois não uma mas duas massagens, pois cerca de 1 hora depois da primeira massagem e de ter ido fazer uma volta a pé ao percurso para apoiar os atletas das 6 horas as dores musculares apareceram e lá fui eu sofrer mais um bocado nas mãos dos terapeutas.

Ainda hoje, 2 dias depois da prova, sinto dores musculares algo que já não me acontecia há imenso tempo.

Na entrega dos prémios ainda recebi um vale de 50$, pela minha classificação, para gastar em material desportivo e uma camisola técnica. Nada mau :)

Agora é continuar a treinar e a suportar o frio que agora de avizinha.

Para quem estiver interessado: criei uma conta no Twitter!

Até à próxima, bons treinos e melhores corridas.

João

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

ENDURrun 2014 - Etapa 5 - 25.6 km Corta-mato de montanha

Dureza em estado puro! 
É aquilo que se pode dizer destes 25.6 km de corta-mato em montanha. A prova é composta por um total de 5 voltas cada uma com uma extensão de 5.12 km. A volta começa com uma subida gradual durante cerca de 1 km em terra batida e com muitas pedras soltas. Segue-se depois uma pequena seção de trail muito técnico com descidas muito inclinadas e constantes curvas com pouco espaço de manobra, naturalmente que nesta seção é um constante sobe e desce, com uma última subida curta mas dura que nos leva a uma descida de aproximadamente 300 metros quase a pique de modo a enfrentar o “monstro” que todos temem. Esse “monstro” é basicamente uma colina com cerca de 400 a 500 metros que é usada como pista de ski. Só daqui se pode ver qual a inclinação da mesma. 
Parte do "monstro" que tínhamos de ultrapassar por 5 vezes
Depois de ultrapassada esta parte novo percurso de trail ainda mais técnico as subidas são ligeiramente mais complicadas mas com algumas zonas onde é possível arriscar um pouco mais para tentar ganhar tempo. Em seguida nova descida a pique de cerca de 250 metros para última entrada num sector de trail que é usado como pista de btt, o que dá direito rampas de madeira usada para as bicicletas. O problema é que estas eram bastante instáveis e muito estreitas, o que com as constantes sequências de curvas não ajudava muito. Após este último segmento mais 250 metros a voar até à meta e depois “bastava” repetir mais 4 vezes.

Ontem fiz uma corrida ligeira para soltar os músculos a que se seguiu um banho de gelo durante cerca de 15 minutos e depois foi alongar e 2 horas de massagem para recuperar das primeiras 4 etapas.
Antes da prova fiz o habitual ligeiro aquecimento e apesar de já me ter sentido melhor noutros dias antes da prova confesso que não esperava responder tão bem à dureza da mesma. Sabia que hoje teria de ser um dia para forçar de modo não perder muito tempo para os atletas da frente e se possível ganhar algum para os que estavam atrás de mim.

Após o início da corrida, com uma temperatura fresquinha para a altura do ano, rapidamente 2 atletas fugiram (o Patrick que rebentou com a concorrência e ganhou com enorme vantagem e o Matthew que é aquele que tem maiores possibilidade de ganhar esta prova pela qualidade que tem vindo a demonstrar ao longo dos dias). Ficámos apenas 6 atletas (eu, Chris, Stefan, Rick e mais 2 da estafeta). Não tardou muito a que o ficasse apenas eu, o Chris e o Stefan seguidos de perto pelas equipas da estafeta. Até à 4ª volta não houve muita história, fomos alternando a liderança do grupo (eu a puxar na subida grande e no percurso de trail com mais curvas e subidas) e o Stefan a puxar na subida inicial e a fazer as descidas todas. Os últimos 20 metros do “monstro” eram sempre feitos a andar rápido pois era mais eficiente fazê-lo assim do que a correr devido à inclinação final.

Na subida mais difícil da 4ª volta houve um ataque do Stefan a que não tive pernas para responder e optei por seguir no meu ritmo seguido pelo Chris. Tentei depois recuperar o ligeiro atrasado para o Stefan arriscando mais no percurso de trail. Numa subida final da penúltima secção de trail acabei por sofrer uma queda que me fez perder algum ritmo e que senti dificuldade em retomar o andamento. Acabou por aproveitar o Chris que depois de me ajudar a levantar acabou por seguir e eu decidi continuar no meu ritmo.

Na última volta foi dar o tudo por tudo para tentar recuperar os segundos de diferença mas fazer as subidas e os percursos mais técnicos sozinhos foi bem mais difícil do que acompanhado. Nesta altura só me lembrava da única prova de trail que tinha feito até ao momento e daí até ao fim foi arriscar ao máximo nas subidas e tentar fazer as subidas e curva e contra-curvas do modo mais eficiente possível (se bem que a minha destreza não permitisse grandes variações de ritmo especialmente nas curvas mais apertadas). Ainda tive tempo de tropeçar mais uma vez no mesmo sítio onde tinha caído, mas desta vez sem consequências de maior.

No final acabei por perder um pouco mais de 1 minuto para o Stefan e para o Chris, o que não foi mau tendo em conta todas as incidências.

Acabei os 25.85 km em 02:11:00, o que perfaz um ritmo de 5:04 / km e que comparativamente com o ano passado dava vitória por mais de 7 minutos! Claramente que devia ter feito isto o ano passado J
Perfil da etapa
As 5 voltas do percurso foram feitas parciais de 26:02, 26:12, 26:14, 25:45 e 25:32, mostrando que mesmo com a queda foi possível forçar um pouco o ritmo e fazer uma segunda metade da prova mais rápida que a primeira, algo que para mim não é muito comum. Mais detalhes sobre a prova podem ser encontrados aqui (http://connect.garmin.com/modern/activity/565754536) ou aqui (http://www.strava.com/activities/180693126).

Além do cansaço físico hoje houve também muito cansaço mental pois era necessário estar sempre atento ao percurso para não colocar os pés em nenhum sítio que pudesse resultar em algum precalço. É possível que isso tenha ajudado na minha queda e do tropeção dado na última volta, mas de resto senti-me bastante bem.

Hoje tive o privilégio de houver apoio em Português o que me soube muito bem J

Após uma massagem pós-corrida para recuperar um pouco do esforço, seguiu-se a parte do banquete de doces e de alguns hidratos de carbono, fundamentais depois do esforço de hoje. Mais uma vez a comida preparada pelos voluntários estava um mimo.

Hoje temos um barbecue oferecido por um casal de participantes onde iremos aproveitar para confraternizar mais um pouco, tal como ocorre depois de todas as corridas.

Amanhã tem lugar o contra-relógio de 10 km onde serei o 5º da contar do fim a partir em virtude de ter subido a 5º lugar na geral. Ainda não pensei como será a minha estratégia para amanhã pois no Domingo temos a maratona.

Obrigado novamente a todos que me têm dado apoio ao longo desta aventura!


João

terça-feira, 12 de agosto de 2014

ENDURrun 2014 - Etapa 3 - Corta-mato 30 km

30 km em percurso de corta-mato. Era isto que nos esperava hoje às 8 da manhã na 3ª etapa da ENDURrun. Eram “só” 6 voltas com uma extensão de 5 km cada aquilo que tínhamos para fazer. Pouca coisa portanto. Cada uma das voltas tinha 2 subidas bem duras que apesar de não serem compridas era íngremes. O restante percurso era um sobe e desce constante mas um pouco mais suave.

Depois de ter chovido durante a noite e tornado o piso pesado e perigoso, especialmente nas descidas e nas curvas, a prova decorreu debaixo de sol e num clima com uma humidade bastante elevada.

Hoje tive finalmente um noite descansada, possivelmente do cansaço acumulado nos últimos 2 dias. Acordei sem me sentir muito pesado e no aquecimento, apesar de não me sentir super confortável achei que estava em condições relativamente boas para a prova de hoje.

À partida o objectivo era não perder muito tempo para os atletas que estavam à minha frente e fazer a prova a uma média 4:35 / km. Queria ir no meu ritmo de modo a poder controlar o cansaço da melhor maneira.

Após o início da corrida lá foram os 6 atletas que estão nas posições cimeiras para frente da corrida e eu deixei-me ficar para trás de modo não comprometer a prova logo de início. Uma distância de cerca de 100 metros separava-me desse grupo. Logo no início o atleta que estava em 2º da geral (Patrick) decidiu sair do grupo e foi seguido pelo 1º classificado (Matthew). No entanto, logo se viu que ninguém teria andamento para o Patrick porque decidiu seguir sozinho e fez uma prova espetacular recuperando cerca de 3 minutos ao Matthew.

Após a passar a primeira metade da primeira volta decidi que hoje irá tentar recuperar algum tempo perdido e se conseguisse muito bem, se não ao menos tinha tentado. Aproveitei a embalagem das descidas e as subidas existentes para cortar a distância entre mim e o grupo dos 4 atletas (classificados entre 3º e 6º na geral) que estava à minha frente. A primeira volta fizemo-la todos no mesmo ritmo e a partir da primeira subida mais dura da 2ª volta o grupo começou a perder elementos, restando apenas 4 comigo incluído.

Na terceira volta ainda éramos 4 mas já com um dos atletas a ficar para trás, acabando por sobrar apenas eu, o 5º e 6º classificados da geral. Acabámos por seguir juntos por mais 2 voltas sempre a alternar a liderança do grupo numa boa prova de camaradagem. À entrada para última volta decidiram forçar o andamento e eu deixei-me ir no meu ritmo para os últimos 5 km que faltavam, pois o cansaço acumulado já era muito e tinha de gerir de modo conveniente o esforço.

O engraçado nesta prova foi que perdia sempre o contacto com o grupo nas partes de estrada onde o terreno era plano e acabava por apanhá-los nas subidas mais pronunciadas e nas descidas, apesar de aqui não haver grandes subidas onde possa treinar parece que o treino desta época que trouxe de Portugal ainda deu alguns resultados.

As passagens pela meta ao fim de cada volta foram feitas nos seguintes parciais: 22:00, 22:15, 22:04, 21:59, 22:09, 22:31. Ou seja, fiz uma das provas mais certinhas de sempre se bem que na última volta tive de cerrar os dentes e puxar por mim para tentar minimizar o tempo perdido para os atletas da frente.

Acabei desta vez em 5º lugar com um tempo total de 2:12:51, o que perfaz uma média  de 4:19 / km (para os 30.71 km que o meu Garmin marcou). Mais detalhes sobre a prova podem ser encontrados aqui (http://connect.garmin.com/modern/activity/563542352) ou aqui (http://www.strava.com/activities/179275376).

O tempo feito por mim nesta prova hoje dava-me o primeiro lugar na etapa do ano passado com uma diferença de 1 minuto!

Um toque de apoio foi dado pelos voluntários que dispuseram ao longo do percurso mensagens de apoio para todos os atletas. Nunca vi a minha pois estava numa zona de descida difícil e com uma curva apertada e estava mais preocupado em ver onde colocava os pés.
Não a vi durante a corrida, mas trouxe-a para casa!
Outro pormenor interessante é um voluntário que se senta num sítio longe de qualquer outra pessoa e fica a tocar o banjo e cantar enquanto os atletas passam. Lembro-me que sempre que passei por ele e pelo seu banjo me ri mesmo na última volta onde já não queria mexer nenhum músculo que não as pernas para poupar energia.

Consegui recuperar um pouco menos de 3 minutos ao 3º classificado e um pouco mais de 6 minutos ao 5º classificado o que me faz passar para 6º classificado da geral o que não é nada mau.

Depois da prova seguiu-se a massagem e a recuperação de energia com um almoço muito bom providenciado pela organização da prova. Os doces que eles fazem é que me dão cabo da cabeça, se pudesse era só comer daquilo.

Amanhã espera-nos 10 milhas (cerca de 16 km) em autêntico sobe e desce pela estrada num percurso que chega a ter desníveis de 20%. Após o esforço de hoje não será nada fácil. No entanto, a prova decorre 
apenas da parte da tarde o que nos dá mais meio dia de descanso.

E agora é repousar e esperar que amanhã haja pernas para poder fazer uma boa prova J


João