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domingo, 21 de dezembro de 2014

Santa Pur-Suit e a transição para a água

Pois é, estive algumas semanas sem escrever aqui nada, pois tenho andado com algum problemas no tornozelo que me têm impedido de treinar.

Não sei o que se terá passado, talvez alguma entorse que eu não tenha dado conta ou o facto de o piso ser muito escorregadio e pouco estável nesta altura possam ter ajudado a que este problema tenha surgido.

Fiquei triste, pois isto aconteceu-me a uma semana da primeiro prova a sério de 10 km que ia fazer esta época. Senti-me super bem, os treinos estavam a sair-me sem problemas e a prova era ideal para fazer um bom tempo aos 10 km num dia bom, pois era completamente plana.

Na semana da prova, depois de 3 dias parado a tentar recuperar à base de muitos banho de gelo e massagem, ponderei ir fazer a prova, pois sabia que podia correr ainda que fosse sentir alguma dor. No entanto, optei por não arriscar e deixei-me ficar.

Para compensar a falta de treinos de corrida tive de me virar para a piscina. Nomeadamente comecei a fazer trabalho intensivo de pool-running com 2 sessões diárias entre 30 a 50 minutos de manhã e à noite.

Demorei uns dias a perceber o mecanismo das coisa pois só estava a aguentar cerce de 5 minutos de cada vez. Até que descobri que tendo em conta a frequência do movimento das pernas estava a falar o equivalente a séries. Depois de perceber quando dava para simular corrida contínua e treinos intervalados foi pacífico.

No entanto, estes treinos demoram imenso a passar, pois estamos ali às voltas num quadrado e nunca se vê nada de novo. Enfim, é necessário aguentar à bomboca.

No passado fim de semana decorreu a última corrida da Waterloo Running Series e dava a altura em que se decorre era mais uma corrida para as pessoas se divertirem mais que o normal e ainda poderem competir um bocado.

Hesitei até 2 horas antes da prova em fazê-la ou não, mas achei que se fosse num ritmo moderado e com calma poderia fazer a prova sem grandes problemas para o meu tornozelo. Havia duas distâncias: 3 e 5 km. Optei por ser conservador e escolhi a de 3 km para não abusar.

O particular desta prova é que tínhamos de vestir o equipamento dado pela organização. Tendo em conta que a prova se chama Santa Pur-Suit não é difícil imaginar o que aí vem :)
Exacto, este era o dress code para a prova!
Confesso que fiz uma asneira que podia ter tido consequências graves: nem fiz aquecimento para a prova. Apenas 2 ou 3 corridas e estava na hora de partir.

Assim que foi dado o tiro de partida pensei que todos os atletas ou estavam em super forma ou eu estava pessimamente, pois fiquei um bocado para trás nos primeiros 400 metros. No entanto, foi só aquele sprint inicial e o efeito do fato a fazer efeito nas pessoas. A partir dos 500 metros já estava em terceiro da geral (corridas de 3 e 5 km) e a aproximar-me e em primeiro na minha prova.

Eu até tinha começado bem arranjado...
Como se pode ver fui a prova toda a segura das calças para elas não me caírem o que deu todo um novo aerodinamismo aqui ao menino.

Na altura em que era suposto eu virar para fazer a 2ª parte da prova tive de parar pois ouvi as pessoas a chamar o meu nome. Aparentemente, todas pensavam que me tinha enganado e que devia continuar em frente em vez de dar meia volta para a meta. Depois de eu ter gritado, a correr, que estava na prova de 3 km lá continuei a ver se metia algum ritmo decente.
É aqui que eu viro?
Até ao fim da prova tive um bicicleta a abrir-me caminho para os atletas que vinham em sentido contrário não baterem em mim.

Acabei os 3 km da prova em 10:41, o que dá um ritmo de 3:38 / km, o que nem é mau tendo em conta a falta de aquecimento e eu não ter querido forçar demasiado o tornozelo, que por sinal não se queixou. Mais detalhes da prova no Garmin ou no Strava.

Acabei por vencer a minha prova com quase 1 minuto de avanço para o 2º classificado, encerrando assim da melhor maneiras as minhas provas no Canadá.

Depois de ter demorado 10 minutos a aquecer a mão que veio a agarrar o fato a prova toda, foi altura de uma massagem pois tinha os músculos muito tensos por não ter aquecido.

Seguiu-se a entrega das medalhas e a despedida dos meus amigos de corridas canadianos.
Última medalha em solo canadiano.
Na semana seguinte (a minha última no Canadá), foram mais 3 dias de sessões bidiárias na piscina e os últimos 3 dias fui experimentei correr na passadeira. Não senti dores, sem bem que ainda sinto qualquer coisa no tornozelo. Terça já tenho consulta marcada para ver se me devo preocupar em demasia ou não.

Depois de uma odisseia de meio dia para chegar a Portugal escrevo este post já em casa e é possível que alguns de vós me tenham visto no Jornal das 8 da RTP à chegada ao aeroporto de Lisboa. Diga-mos que não era muito difícil reconhecer :)
Algumas das recordações que levei deste últimos meses.
Até ao próximo post,bons treinos e melhores corridas.

João



sábado, 22 de novembro de 2014

Quando o frio aperta!

Não contava fazer o post sobre treinar ao frio tão cedo, mas tendo em conta as condições climatéricas desta semana, acho que estava mesmo a pedir.

Apesar de nas semanas anterior já se terem sentido temperaturas negativas esta semana foi demais.

Terça-feira era dia de bidiário e às 6 da manhã já estava à porta de casa pronto para ir começar. Mas antes de isso acontecer ainda ponderei bastante se o ia fazer ou não. É que quando olhei para o telemóvel para ver qual a temperatura que estava dizia -13º C!

E sabem como nos dias de primavera ou verão está uma certa temperatura mas que com os factores envolvente (humidade, vento, etc) a temperatura que nós sentimos é maior ou menor? Pois bem, segundo os dados da metereologia aqui, devido à neve que caía e ao vento que se fazia sentir (50 km/h) a temperatura que iríamos sentir seria semelhante a -27 ºC!!!

Ora sabendo o que me esperava tinha de me vestir apropriadamente para ver se não ficava congelado a meio do percurso.

A vestimenta que tenho para este tempo é constituída por uma camisola interior térmica (utilizada em desportos de neve) que comprei em França por estar em promoção. As minhas velhinhas calças térmicas que já fizeram centenas de kms a acompanhar-me. Depois outro par de calças, mas estas eram impermeáveis para ver se ajudava um pouco a cortar o vento. Além disso mais uma camisola grossa de corrida e por fim o impermeável que vai sempre comigo quando esteja o mínimo de frio.
Além disso ainda meto 2 pares de luvas e a lanterna para poder ver onde ando.

A semana passada chegou-me o meu último acessório: uma balaclava. A ideia é boa: proteger a cara e deixar apenas espaço para os olhos mas para mim durou 5 minutos. Isto porque assim que comecei a correr estava quase a desmaiar devido à falta de oxigénio. Posto, isto tive de tirar a balaclava e correr sem nada na cabeça.

A balaclava. Sempre fica para se usar na rua já que não posso usá-la nos treinos.
Um pequeno aparte: parece que anda tudo maluco com as 50 sombras de Grey. Se conhecerem alguém que goste do género e que goste de correr ofereçam-lhe uma balaclava e digam para ir correr 10 minutos para a rua. Imagino que algo do género de auto-asfixia erótica é capaz de acontecer durante o treino. Fica a sugestão... :)

Ora, depois de ter saído de casa, ter começado a correr e ao fim de 5 minutos ter tirado a balaclava até nem me sentia muito mal. O problema foi quando desci para o parque onde costumo fazer uma volta pequena. Mas acabei a descida tinha neve pelos tornozelos, mas teimoso como sou decidi fazer o restante km a pensar que se calhar aquilo melhorava lá para a frente. Na verdade melhorou quando saí do parque mas só a parte da neve, porque quando fiz o retorno para regressar ao ponto de partida apanhei com o vento tudo de frente e com a neve toda a bater-me na cara.

Nessa altura pensei que me fossem cair as orelhas porque estas já me estavam a arder do frio e foi assim com aquele vento todo e eu a esforçar-me ao máximo para que os 2 km naquele segmento acabassem que tive de me meter em modo sofrimento para passar nessa zona. Note-te que quando digo que me ia a esforçar ao máximo estava  a fazer ritmos de 5:00 ou 5:20 ao km. Só para terem uma ideia do giro que foi.

Assim que passei essa parte e deixei de sentir o vento de frente foi carregar no pedal até casa. Novamente carregar no pedal implica ir um pouco abaixo dos 5:00 ao km porque com tanta neve fico a fazer uma espécie de treino em areia.

No treino da tarde estava planeado fazer 10 rampas de 100 metros e a zona que eu escolhi para as fazer distava cerca de 20 minutos a correr. O vento e o frio continuaram o dia todo (-13 ºC de temperatura e sensação de -27 ºC), o problema agora é que a neve caía ainda com mais intensidade e muito mais pequena. Quando uma pessoa vê isso nos filmes até pensa que é giro, agora quando é para ir treinar/trabalhar ou algo do género já não fica com essa ideia.

Após chegar a meio do percurso fui obrigado a voltar para trás. Além de não conseguir ver um metro à minha frente o vento era tanto que parecia que estava a andar e não a correr. Mal me virei para lado oposto foi desatar a correr sem esforço por causa do vento que me empurrava. Acabei por fazer as rampas noutro sítio sem bem que na modalidade de esqui alpino pois eram rampas + neve + frio tudo ao mesmo tempo.

Outro problema crítico é além da neve é o gelo que se encontra na estrada. Por esse motivo os treinos de corrida contínua têm sido um problema porque a maior parte do tempo estou a tentar manter o equilíbrio, daí que não dê para fazer os ritmos inicialmente previstos.

Na quinta era dia de treino intervalo em pista, ou pelo menos era isso que eu esperava. Assim que saí de casa para aquecer fui directo à pista ver como estava. Mas haver pista era mentira, uma camada de neve com mais de 20 cm tapava-a completamente e nem um vislumbre das marcações. Resultado: treino intervalo feito na passadeira do ginásio. Claramente que não é o mesmo, mas tem de servir para remediar.

À tarde as estradas já estavam um pouco mais limpas e depois para fazer um treino ligeiro de corrida antes de ir fazer trabalho de pliometria.

Outra coisa que agora me tem acontecia é acabar os treinos com a cara gelo com barba, pestanas incluída. Tentei tirar uma foto a mim próprio mas o tempo de chegar ao telemóvel faz com que o gelo derreta. Fica uma foto que é bastante semelhante.

Não sou eu, mas garanto que quando acabo de treino estou igual! :)
E pronto fica aqui um gostinho sobre como é treinar nesta temperaturas negativas. Em princípio as temperaturas irão subir um pouco (para -2/-3 ºC) e o neve deve derreter, pelo que será para aproveitar para fazer treinos a ritmos mais alto, enquanto o inverno não chega de modo definitivo.

E mais um pequeno aparte que não tem nada a haver com isto, mas que ajuda a pôr as coisas em perspectiva: percam, ou melhor ganhem 12 minutos a ver este pequeno documentário. É por estas coisas que se percebe que queixar porque está demasiado frio ou chuva é algo menor quando comparado com outras coisas. Vale tanto a pena ver.



Até ao próximo post, bons treinos e melhores corridas.

João

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

RememberRun 8 km - Porque recordar também é viver

Tal como o nome indica esta era uma prova para recordar. Neste caso os combatentes participaram nas Guerras pelo Canadá.

Num dia que começou naturalmente frio apanhei boleia de uma portuguesa que vive perto de mim (Natalie) e lá fomos para a prova em amena cavaqueira na nossa língua materna.

Depois de um aquecimento e de fazer alguns exercícios de técnica de corrida fui para a linha de partida onde iriam ter início as cerimónias que marcavam este dia. Após ter sido cantado o hino e de um responsável pela organização ter feito um pequeno discurso sobre o significado daquele dia estava tudo pronto para começar mais uma prova.

Tal como habitualmente havia 2 provas distintas a decorrer em simultâneo: 5 e 8 km. Os percursos eram semelhantes até ao quilómetro 3.5 e depois cada prova seguia em caminhos diferentes. No percurso dos 8 km (aquele que eu fiz) tínhamos cerca de 6 a 6.5 km em alcatrão num percurso não muito sinuoso e cerca de 1.5 km em corta-mato.

Nesta prova além dos habituais atletas de pelotão havia 2 estrelas que se decidiram juntar à festa: 2 atletas olímpicos pelo Canadá (um homem e uma mulher). Só por aí já se sabia como iria acabar a corrida e a questão era ver quem perdia menos tempo para eles :)

Imediatamente antes de se dar o tiro de partida calhou de passar um comboio de mercadorias exactamente onde a prova ia passar. Então lá estivemos cerca de 3 minutos a olhar para um comboio que nunca mais acabava à espera que tivessemos o caminho desimpedido.

Assim que foi dado o tiro de partida os atletas mais rápidos dos 5 km foram para a frente. A minha estratégia para este dia passava por fazer um treino a um ritmo forte do início ao fim pelo que tentei sempre meter o pé no acelerador.

Após o 1º km tinha comigo outros 3 atletas, sendo que 2 deles já eram meus conhecidos - o Nick que veio sempre comigo na Oktoberfest e a Erin que nessa prova também se aguentou até cerca dos 8 km. Como o meu objectivo era tentar forçar o andamento o mais que podia após o 1º km fui para a frente do grupo e à entrada para o 2º km tentei dar um puxão para ver se eles conseguiam seguir comigo ou não. Como não descolaram lá fomos todos por ali fora.
Já a liderar o grupo onde me encontrava.
Entretanto não sabia bem em que posição me encontrava pois não sabia quem é que estava a correr os 5 ou os 8 km. No entanto, a atleta olímpica estava no meu campo de visão o que nem era muito mau.

Aos 3.3 km houve a separação das corridas e foi aí que se começou a fazer uma das parte do corta-mato. A chuva que caiu na noite anterior tornou o chão muito instável e foi uma luta para não cair ou tropeçar nessa zona. O resultado foi que o ritmo baixou um pouco e ainda consegui pontapear-me uns quantas vezes por perdas momentâneas de equilíbrio.

Após sairmos dessa secção ainda continuávamos todos juntos comigo a liderar o grupo.
Após cerca de metade da prova concluída.
À entrada para o 6º km e aproveitando uma ligeira subida aproveitei para tentar distanciar-me do grupo onde estava pois não queria ter outra vez a surpresa de estar a prova toda a puxar por alguém e depois perder posições por causa disso.
Altura do ataque perto dos 6 km.
Foi uma boa decisão pois ninguém conseguiu responder e deu para eu sair por ali fora. Nesta altura já não vinha ninguém à minha frente a não ser os atletas dos 5 km que estavam a ser dobrados, mas sabia que tinha atletas com avanço sobre mim.

No último km, sem saber se tinha alguém perto de mim ou não, nova mudança de ritmo para manter-me fiel ao plano traçado para este dia. A meta estava à vista e desta vez não me ia deixar ser ultrapassado no final!
Uff! Mais uma prova de preparação bem sucedida.
Acabei os 8 km da prova em 29:30 o que dá um ritmo de 3:40 / km. Tendo em conta a zona de corta-mato que apanhámos e o percurso que era dou-me por satisfeito com este resultado. Mais detalhes da prova podem ser consultados no Garmin ou no Strava.

Em termos de classificação acabei por ficar em 4º da geral e em 1º do escalão, o que deu direito a mais uma medalha para juntar à colecção canadiana :)
Naturalmente que a prova foi ganha pelos atletas olímpicos sendo que em masculinos tirou 4 minutos ao recorde da prova e em femininos 3 minutos. Outros andamentos portanto!
Mais uma medalha e esta é daquelas bem engraçadas!
Após a prova foi tempo de fazer uma massagem de comer para recuperar as forças. Foi bom conviver mais uma vez com parte dos atletas que fizeram comigo a ENDURrun os quais fazem sempre uma festa quando se reúnem.

Esta semana começa nova fase dos treinos com introdução de treinos intervalados e de rampas. Em princípio farei mais 2 provas aqui antes de regressar a Portugal, sendo que numa delas pretendo usá-la como verdadeiro teste à minha forma após cerca 3 meses de treinos.

Até lá deverei fazer um post sobre os treinos ao frio que vou fazendo aqui, pois as temperaturas negativas já se sentem e penso que será giro escrever sobre isso.

Até lá, bons treinos e melhores corridas.

João


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Oktoberfest 2014 - 10 km

Frio, muito frio. Era com uns agradáveis 0 ⁰C que ia fazer a segunda prova de preparação desta época. Estava englobada nas festividades da Oktoberfest e tinha uma extensão de 10 km.
Mais um dia, mais uma corrida.
De manhã cedo dirigi-me para apanhar o autocarro que me ia levar para a partida, localizada num centro comercial aqui da zona. Estava bem atafulhado de roupa devido às temperaturas baixas que já se fazem sentir. Chegado com cerca de 45 minutos de antecedência fui para dentro do centro comercial esperar a altura em que tinha de ir colocar a roupa no camião que iria fazer o transporte da mesma até à meta. Após perguntar se podia lá passar 5 minutos antes da prova disseram-me que não porque estaria muita gente na fila e poderia ser problemático para dar vazão a toda a gente. Assim lá tive de me despir ali na rua, deixar as coisas e dar uma corrida para o quente do centro comercial.

Com cerca de 30 minutos para começar a prova e tendo em conta o frio que se sentia decidi aquecer dentro do centro comercial. Lá fui eu andar às voltas durante vinte minutos a ver as montras e depois fazer os exercícios de técnica de corrida e variação de velocidade nos corredores maiores. Com 5 minutos para começar a corrida achei que estava numa boa altura para me dirigir para a partida. Esses 5 minutos de espera puseram-me novamente gelado e nem com corridas de um lado para o outro aquecia: teria mesmo de esperar pelo começo da prova.
A tentar não sofrer muito com o frio antes do início da prova.
Nesta prova havia 2 competições distintas: 5 e 10 km. Primeiro arrancava a prova de 10 km e cinco minutos depois a prova de 5 km que teria a parte final do nosso percurso.

Após a tiro de partida rapidamente a prova ficou dividida lá à frente com 5 atletas, comigo incluído. Os 2 primeiros estavam com alguns metros de avanço e eu ia a liderar o outro mini-grupo. No meu grupo ia o Mark que já tinha competido comigo na ENDURrun e o Nick que já tinha feito outra provas comigo, mas que acabava sempre por quebrar nos kms finais das provas. Estava a ver quando seria que o Nick iria acabar por quebrar e me deixasse ir sozinho com o Mark mas nem com variações de ritmo ele me deixava ir embora e então continuámos sempre juntos.


A passagem aos 5 km foi feita em 18:16. Até essa altura ainda tinha as pernas (e não só) muito frias. Só a partir do 6º km é que comecei a sentir um pouco menos de frio. A cerca de 3 km para o fim da prova começaram a suceder-se os ataques para ver se alguém ficava para trás. Como até aqui tinha sido sempre eu a manter o ritmo no grupo deixei os ataques acontecer e ia respondendo como podia. 

Num desses ataques o Mark ganhou uma vantagem de cerca de 20 metros e preferi não ir ao choque e tentar recuperar nos últimos metros. 
Sempre acompanhado pelo Nick.
À entrada do último km foi a vez do Nick atacar tendo ganho alguns segundos de vantagem em relação a mim. Esta parte final da prova acabava a subir e quando vi que os últimos 500 metros eram a subir seguidos de uma ligeira descida para a meta meti uma mudança a abaixo e fui em busca do Nick e se possível do marca. Nos últimos 100 metros tinha uma vantagem de cerca de 10 metros para o Nick e acabei por relaxar o ritmo. Esta distração custou-me uma posição na classificação, pois ele ainda me conseguiu passar mesmo em cima da meta, tendo nós os dois acabado com o mesmo tempo e a escassos 6 segundos do Mark. É sempre um momento de aprendizagem para as próximas provas: não baixar a guarda até passar a linha de meta.

No final acabei por conseguir um novo recorde pessoal aos 10 km com um tempo final de 36:37, o que dá um ritmo de 3:40 / km. Tendo em conta que desde o início da época apenas fiz 3 treinos de fartlek e nem um de séries e que tenho carregado nos treinos de força, estou bastante satisfeito com o meu resultado. Senti que tinha pernas para um pouco mais, ao contrário do que tinha acontecido na prova anterior, mas tendo em conta que estava a lutar por um lugar na geral decidir focar-me mais nesse aspecto. Além de que nem sabia o tempo que estava a fazer, mas isso é outra história. Mais detalhes da prova podem ser visto aqui (Garmin) ou aqui (Strava).

No final acabei em 5º lugar da geral e em primeiro do escalão. A melhor parte foi que pela primeira vez recebi um prémio monetário pela minha classificação. Foram 75$ que serão usados para comprar roupa quente para treinar pois está para vir o tempo frio com temperatures de -10 ou -20 ºC.

A receber o prémio monetário pela classficação geral. Foi um dia bem bom!
Agora, a próxima prova será no sábado com 25 km em trail, numa prova chamada Horror Hill Run. para fazer um treino longo a um mais ou menos elevado. Resta-me esperar que não chova para não tornar o percurso num pântando.

Até lá, bons treinos e melhores corridas.

João